Salvador é, na minha humilde opinião, o paraíso da pejorativamente chamada "baixa gastronomia", ou seja, dos restaurantes populares e simples, baratos, em lugares "feios", nada turísticos, mas que servem uma comida deliciosa e farta e, geralmente, são pródigos no item atendimento caloroso.
Na verdade, só descobri essa faceta da capital baiana graças a amigas e amor que adoram esses tipos de lugarzinho e têm um faro apurado para descobri-los. Eu, essa burguesa meia-boca, que adora restaurantes chiques, moderninhos e "charmosos" (i.e., caros e globalizados, nem sempre com uma comida que valhe a pena), não tenho o menor talento para entrar em portinhas escondidas e lugares sem placa, além de ter verdadeira ojeriza a cadeiras e mesas de plástico.
Mas, de uns tempos para cá, rendi-me totalmente. Capitulei. Meu mundo caiu, and I like it!
A mais recente descoberta (para mim) foi o Boca de Galinha, em Plataforma, subúrbio ferroviário. Pode-se ir de trem, de carro pela avenida Suburbana, ou até a Ribeira e, de lá, de barco (R$ 1 cada "perna" da viagem, que não chega a cinco minutos), cruzando a baía de Todos os Santos.
A casa de Boca (o dono tem esse apelido porque tem uma "boca de galinha", embora eu sempre tenha tido a certeza de que galinhas têm bico) tem uma varanda debruçada sobre a linha do trem (o que faz a alegria das crianças cada que vez que uma composição passa) e a baía. E lá come-se muito, muito bem e por muito pouco. Fora que os garçons fortinhos (o nosso se chamava Dandy!) fazem a alegria das "piriguetes".
Seis mulheres e Jesus, comemos entrada de peixe frito (não lembro o nome do danado, mas parecia um cruzamento de sardinha com anchova), moqueca de camarão e de dourado - cujo forte é o acompanhamento de feijão fradinho com quiabo - e pavê de chocolate de sobremesa (lembra aquele pavê caseiro que se faz com biscoito de maizena, leite condensado e chocolate? Pois é ele mesmo!). Fora bebida, cerveja super ultra gelada e mais refrigerante, e café. E a conta? R$ 20 por pessoa (eu deixei R$ 25 porque quis dar uma forcinha ao Dandy, como se ele precisasse...).
Vale o passeio, a comida e a experiência de ver a Salvador pobre, mas honesta.
E na volta, se sobrar espaço, um sorvetinho de tapioca ou coco verde na Sorveteria da Ribeira fecha c0m chave de ouro!
Na verdade, só descobri essa faceta da capital baiana graças a amigas e amor que adoram esses tipos de lugarzinho e têm um faro apurado para descobri-los. Eu, essa burguesa meia-boca, que adora restaurantes chiques, moderninhos e "charmosos" (i.e., caros e globalizados, nem sempre com uma comida que valhe a pena), não tenho o menor talento para entrar em portinhas escondidas e lugares sem placa, além de ter verdadeira ojeriza a cadeiras e mesas de plástico.
Mas, de uns tempos para cá, rendi-me totalmente. Capitulei. Meu mundo caiu, and I like it!
A mais recente descoberta (para mim) foi o Boca de Galinha, em Plataforma, subúrbio ferroviário. Pode-se ir de trem, de carro pela avenida Suburbana, ou até a Ribeira e, de lá, de barco (R$ 1 cada "perna" da viagem, que não chega a cinco minutos), cruzando a baía de Todos os Santos.
A casa de Boca (o dono tem esse apelido porque tem uma "boca de galinha", embora eu sempre tenha tido a certeza de que galinhas têm bico) tem uma varanda debruçada sobre a linha do trem (o que faz a alegria das crianças cada que vez que uma composição passa) e a baía. E lá come-se muito, muito bem e por muito pouco. Fora que os garçons fortinhos (o nosso se chamava Dandy!) fazem a alegria das "piriguetes".
Seis mulheres e Jesus, comemos entrada de peixe frito (não lembro o nome do danado, mas parecia um cruzamento de sardinha com anchova), moqueca de camarão e de dourado - cujo forte é o acompanhamento de feijão fradinho com quiabo - e pavê de chocolate de sobremesa (lembra aquele pavê caseiro que se faz com biscoito de maizena, leite condensado e chocolate? Pois é ele mesmo!). Fora bebida, cerveja super ultra gelada e mais refrigerante, e café. E a conta? R$ 20 por pessoa (eu deixei R$ 25 porque quis dar uma forcinha ao Dandy, como se ele precisasse...).
Vale o passeio, a comida e a experiência de ver a Salvador pobre, mas honesta.
E na volta, se sobrar espaço, um sorvetinho de tapioca ou coco verde na Sorveteria da Ribeira fecha c0m chave de ouro!
Pirão e feijão fradinho no capricho
Moqueca de camarão e saudade!
6 comentários:
A travessia não chega ser da Bahia de Todos os Santos, mas apenas da Enseada dos Tainheiros. Por isso é tão curtinha.
Boca de Galinha tem esse nome porque não tem nenhum dente na boca, e não porque tem bico!
O nome do peixinho que comemos era Carapicu. Eu decorei porque fiquei chamando de caradicu. Memória associativa.
E temos que voltar lá!!!!
O que seria de mim sem vc, Dolly??
:)
Agora o apelido de "Boca" faz sentido!
Vamos voltar, sim.
Fui toda enciclopédica!
Lembrei do adjetivo colifórmico para o passeio!
Eu sempre adorei comer bem e gastar pouco, e no climinha da informalidade... Mas suas amigas são profissionais!
Inclusive, tenho que descobrir o tal cozido da segunda feira!
Bjus...
Obs. Dandy... Humpf :)
Ainda bem que vcs gostaram...Estamos sempre pesquisando novos e pitorescos locais para expandir nossos horizontes na "baixa" gastronomia soteropolitana!rsrsrs
O COZIDÃO do Vale dos Lagos é imperdível!! Precisamos marcar sem falta! Lá a cerveja tb é super ultra gelada, a comida super farta e deliciosa, e o precinho ridiculamente pequeno...Só nao tem a vista maravilhosa lá de Boca...
Beijocas!
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