quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Espírito natalino

De fato, não consigo me conectar com o Natal.
Durante um tempo, culpei meus pais, que nunca arrumaram a casa para a festa, nunca fizeram árvore, nem estimularam o espírito natalino entre nós.
Depois achei que, sendo repórter, trabalhando quase todo Natal, a magia e o significado da data haviam se perdido.
Também penso que a maior perda da minha vida (até agora) tendo acontecido na virada de 25 para 26 havia tido um efeito decisivo no meu descolamento.
Talvez seja tudo junto, um pouco de cada motivo, como ocorre com os acidentes aéreos, que nunca têm uma causa isolada.
Fato é que recebo e-mails, cartões, felicitações, presentes - e quero agradecer por cada um deles, do fundo do coração -, mas não consigo retribuir à altura simplesmente porque não me contamino pelo espírito da comemoração.
Não acredito em Deus, nem em Jesus. Acho que todos os sentimentos e reflexões sobrevalorizados no Natal deveriam ser praticados no dia-a-dia de cada um - exceto o consumismo turbinado pelo 13º.
Enfim, às vezes me sinto estranha por não sentir absolutamente nada, por isso pensei em deixar aqui a minha mensagem de Natal possível.
É impossível não se deixar seduzir pela voz malandra de Dean Martin...


Découvrez la playlist Natal avec Dean Martin


PS.: Procurei também um vídeo de "O Quebra-Nozes", única tradição natalina que de fato prezo e que me emociona, mas não encontrei. Neste ano não teve balé aqui porque o Municipal está fechado, mas ainda guardo as lágrimas da última apresentação que vi. Recomendo.

1 comentários:

Dolly disse...

Nem cristã eu sou, então o Natal não tem sentido específico. Pra mim tá num sacão que contém: fim de ano, dias de folga, resenhas entre amigos, desculpas para comer e beber, presentear, tomar decisões de mudança, ter a sensação de recomeçar, e por aí vai...