segunda-feira, 8 de março de 2010

Fazendo gênero

OK, eu sou mulher.
Mas, antes de sentir qualquer tipo de orgulho, de me considerar abençoada, de louvar qualidades superiores associadas a ou me vangloriar por essa condição - mutante, diga-se de passagem, afinal por vezes sou homem, bicho, árvore, vento... -, sinto-me doce e duramente resignada.
Estou enraizada, presa a meu sexo. E isso nem sempre é bom, nem sempre é ruim. Isso não é nada, de fato.
Ser mulher não é nada.
É apenas inexorável.

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