terça-feira, 4 de maio de 2010

The doors

Enfileiram-se as portas sem substância
Desprendidas de paredes, envoltas em ar.
Atrás de cada uma delas
Um mistério
Um prêmio
Uma descoberta
Um monstro
Uma resposta
Uma interrogação
Uma chave
Tudo
Ou nada.
Enrodeiam-no as portas
Abertas ou arrombadas.
Ele não se atreve a transpô-las
Sua curiosidade não quer saber
O que se esconde ou se exibe além.
Mas não consegue fechá-las.
Em vez disso, olha pelo buraco da fechadura
E espana o vestíbulo vez ou outra.

1 comentários:

Mirdad disse...

Gosto de bicudar umas portas por aí.